POEMA AMÁVEL, de Mauro Pereira-Silva. Do Livro A Casa da Memória
POEMA AMÁVEL, de Mauro Pereira-Silva. Do Livro A Casa da Memória, disponível na Amazon
POEMA AMÁVEL
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em mais delongas: um desconhecido rumo se configura em minhas mãos, desenhando a trilha vespertina. Falei dela, deslizei por ela, mesclei-me a ela.
Mas se lhe jurei amor, apenas brinquei, apenas deslizei pela linha tênue entre o desistir e o continuar.
Ela me olha e diz: sou o tempo, não há fuga, não há tristeza que eu não corrompa, nem alegria que me resista.
E vejo, então, que o desenho está borrado e que não há ofertas: sou puramente humano, mesmo se não a amasse, mesmo que a trilha dissipasse em mim as travessas e os incômodos passos.
O que representa o casulo da vida e suas imperfeições. Vim, mas não venci. Vim, mas nasci como homem, um casulo de vida e morte.












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